

Projeto Multimídia desenvolvido por seis alunas
do último ano de Jornalismo da
Universidade Metodista de Piracicaba
O conhecimento a um clique
Entre dois mundos
Material retirado do lixo faz surgir novo tipo de arte contemporânea
Mylena Arruda
Prós X Contras do Anticoncepcional
Janaina Ferreira e Vanessa Martins

Apesar dos riscos terem diminuídos com o passar do tempo, isso não eliminou completamente os malefícios que as pílulas podem causar a saúde da mulher. É imprescindível antes de começar a tomar o anticoncepcional, consultar um ginecologista para que ele faça os exames necessários para receitar a fórmula adequada para cada mulher. Porém, por serem vendidas sem precisar de prescrição médica sempre há riscos, principalmente quando há um consumo indiscriminado, destaca a farmacêutica e enfermeira Letícia Vidal “é muito comum às mulheres se automedicarem”.
A ginecologista Maria Esther exemplificou os exames ginecológicos que devem ser feitos para completar as informações necessárias da paciente, como avaliação de mama, exame especular e toque, citologia oncótica, mamografia em pacientes acima de 40 anos, e avaliações multidisciplinares quando houver histórico de problemas cardio vasculares, insuficiência hepática, alterações metabólicas, antecedentes de câncer, hormônio dependente, entre outros casos, que devem ser avaliados pelo ginecologista.
A pílula anticoncepcional é um dos métodos mais usados para o controle da natalidade, e sua eficácia está relacionada ao modo pelo qual a mulher o utiliza. Poréma população brasileira tem por hábito freqüente, o uso de medicamentos sem consulta prévia, se automedicando, e conseqüentemente fazendo uso indiscriminado desses medicamentos, que sem saberem podem trazer riscos a saúde.
No Brasil a pílula se tornou conhecida do público feminino em 1960, sua formulação nunca mudou e até hoje é composta pelo estrogênio e progestágeno, que é administrada para inibir a fertilidade normal da mulher. Nos primeiros anos em que começou a ser consumida, a quantidade de hormônios contida nas drágeas, eram 70% maior do que nos dias de hoje. Segundo o ginecologista João Enrique Blumer, “hoje em dia, ela se tornou menos agressiva para a saúde”.
Autor desconhecido

Apesar de uma consulta para saber informações sobre o paciente, como possíveis doenças hereditárias, se é fumante, entre outras é muito importante o teste do medicamento, pois mesmo com toda essa cautela, há pacientes que sentem muitas reações adversas ao tomar a pílula anticoncepcional, a estudante de administração Franciely Agioto, conta que foi ao ginecologista para ver como poderia diminuir as dores da cólica menstrual, depois de varias perguntas e exames o médico receitou um anticoncepcional, ela tomou no mesmo dia e duas horas depois começou a sentir tonturas, enjôos, chegando a desmaiar. Franciely teve uma reação alérgica ao medicamento e depois do susto afirma “prefiro continuar com as cólicas, pois já vi que com os anticoncepcionais fico ainda pior”.
Não podem ser desconsiderados os danos que podem vir a ocorrer ao usar esse método contraceptivo, como cita a ginecologista Maria Esther, “Como qualquer medicamento tem também contra indicações, dependendo dos seus componentes”. Atualmente há uma grande variedade de anticoncepcionais orais, sendo necessária a avaliação risco e benefício de cada remédio, além, de depender do histórico e perfil de cada paciente. Como, “riscos de problemas circulatórios, hepáticos, oncológicos, metabólicos e até mesmo relacionados a disfunções sexuais devem ser avaliados na prescrição”, finaliza. Por esses motivos teria que ser rigoroso o processo ao receitar a pílula anticoncepcional, “é indispensável conhecer a paciente e seu histórico genético, para avaliar se ela pode ou não fazer o uso”, ressalta Blumer.
Antes de começar o uso do remédio, além de procurar o consultório de um ginecologista é recomendado também ler a bula, pois alguns hormônios que compõem a formula podem ter possibilidades maiores de reações adversas. Como alerta uma recente pesquisa da ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), em relação a alguns componentes dos anticoncepcionais formulados com o hormônio drospirenona, sugerindo cautela em relação a remédios contraceptivos que o contém em sua fórmula. Entretanto a pílula não é usada somente para diminuir os riscos de uma gravidez, mas também em tratamentos de doenças, Maria Ester destaca alguns como as irregularidades menstruais, cólicas menstruais, tratamento de acne, controle de patologias uterinas como miomatose, adenomiose, tratamento da síndrome dos ováriosmicropolicísticos, TPM, além de anemias e outras enfermidades.
Além de ajudar na reposição hormonal da mulher quando entra na menopausa (que se caracteriza pelo encerramento do ciclo menstrual). Contudo a escolha para o tratamento depende do estilo de vida e também da pré-disposição genética de cada paciente, “deve-se individualizar cada paciente para o tratamento, observando o desejo da paciente, idade, e contraindicações dos medicamentos”, explica o Ginecologista Marco Antonio Lopes Lima.
Antes de começar a tomar a pílula anticoncepcional, é importante consultar um ginecologista de confiança, para realizar os exames e receitar a formulação correta. Pois apesar de ser vendida sem prescrição médica, se automedicar pode trazer sérios riscos para a saúde.
07/10/2013