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Rosalind Elsie Franklin, biofísica britânica, nasceu em Londres no dia 25 de julho de 1920. Aos 15 anos ela decidiu se tornar cientista, decisão pouco comum para uma garota da época. No ano de 1938 Rosalind ingressa no Newnham College, uma faculdade só para mulheres da Universidade de Cambridge, onde se formou em 1941. Ela foi responsável pela maior parte das pesquisas e descobertas que conduziram à compreensão da estrutura do ácido desoxirribonucleico, o DNA (na sigla em inglês). Porém, infelizmente foi injustiçada por décadas e somente nos últimos anos teve o seu trabalho reconhecido, isto porque ela havia conseguiu a chamada “fotografia 51″, uma imagem que mostrava as moléculas de DNA (em 1952) e analisou o trabalho sem notar como era o formato destas moléculas. Com essa desatenção um aluno dela levou esta questão para o cientista Maurice Wilkins que compartilhou a imagem com James Dewey Watson e Francis Crick (estudiosos e pesquisadores). Watson e Crick tiveram o “insight” que ela não teve (que tais moléculas se tratava de uma dupla hélice) e assim publicaram a informação sem sequer citar Rosalind. 

Rosalind Franklin

Este fato rendeu ao trio de cientistas o Nobel de Fisiologia/Medicina, contudo, em 2010, foi comprovado que eles não foram os pioneiros quanto ao DNA, que na verdade, seus estudos foram baseados nos de Rosalind Franklin. Mas como o Nobel não pode ser dado postumamente, ela não recebeu tal honra, porém, hoje ela é vista não apenas como uma grande cientista, mas também como um ícone feminista, por ousar quebrar todos os paradigmas conservadores e machistas que existiam em sua época. Rosalind morre em 1958, aos 37 anos, vítima de câncer de ovário.

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